A expressão através do barro
- Factima El Samra

- 7 de ago. de 2018
- 2 min de leitura

A argila é um dos recursos mais utilizados na arteterapia, tendo em vista que é uma material orgânico que quando manipulado pode se apresentar de inúmeras formas. Ao secar é capaz de trazer à tona muitos conteúdos simbólicos que farão ou não contraste com o que foi moldado na sessão.
É um material que propicia reações diversas, desde agradáveis como desagradáveis. Para algumas pessoas mexer com a terra, senti-la, tocá-la traz a sensação de relaxamento, quanto que para outras é "uma tortura", sujar os dedos e ver sua mão "enlamada". Algumas pessoas de caráter mais controlador, pode se sentir desconfortável por não sair do jeito como imaginou, principalmente depois de seca.
É uma material versátil, que se apresenta com diversas texturas e cores, resultando em trabalhos diferenciados.
A do material dependerá muito do contexto, do perfil do paciente, bem como o que será necessário se trabalhar.
O que será representado pode ser algo resultante apenas da exploração do material, bem como a representação de um sonho, um sentimento ou um afeto. Teremos possibilidades inúmeras de representação, estes foram apenas alguns exemplos.
Na clínica de arteterapia, existe duas possibilidades de observação e do fazer terapêutico: uma consiste apenas no fazer e este por sua vez já reverbera no paciente e outra é a possibilidade de ampliação da imagem trazida através da representação colocada no material.
Posso pegar um objeto que um paciente fez e questioná-lo sobre o que lhe parece. A imagem tem de fazer sentido para aquele que o faz. Não necessariamente a imagem trará o que seu inconsciente quis dizer, mas dará muitas pistas. Este material feito no barro, pode lembrar um lugar e neste lugar ter algo muito simbólico, como por exemplo a imagem de um Deus ou deusa, e assim, a simbologia trazida por estas divindades será capaz de dizer sobre as dificuldades do paciente, bem como seu processo em busca do auto-conhecimento.






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